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23/04/2015

INFORMAR E FORMAR – sobre imagens e os LEDs

Todos os meses recebemos em nossos escritórios diversas informações sobre iluminação. São revistas, periódicos, folders, links da internet, amostras de novas lâmpadas, luminárias, equipamentos auxiliares e, sobretudo, imagens. Muitas imagens. De produtos, de lojas e de projetos luminotécnicos. Mas um pequeno desvio que venho observando há algum tempo diz respeito à comparação da iluminação de um determinado espaço com o uso de lâmpadas convencionais (fluorescente, de descarga etc.) e lâmpadas/luminárias LED.

Ninguém, ou quase ninguém, duvida que os LEDs vieram mesmo para ficar e que atualmente vivemos uma revolução por conta desse equipamento. Sua vida útil, possibilidade de troca de cores, tamanho reduzido e o crescente aumento do fluxo luminoso produzido por Watt consumido, aliado ao fato do seu custo estar caindo a cada dia, tornam os LEDs um produto realmente muito interessante!

Entretanto o que me motivou a escrever esse artigo foi realmente a “montagem” em algumas imagens que encontramos dia a dia em nosso cotidiano de projetistas de iluminação.

Qualquer fotografo sabe que a quantidade de luz (imagem) captada por uma câmara depende do tempo de exposição e da velocidade de abertura do diafragma. Assim, uma mesma imagem poderá parecer mais clara quando o tempo exposição e/ou a abertura do diafragma da câmara aumentar. E vice-versa. Por exemplo, na imagem 1 abaixo é apresentada uma via pública com uso de lâmpadas VSAP de 70 W, e na imagem 2 a mesma via, agora com lâmpadas VSAP de 250 W (será mesmo?)


A imagem 3 apresenta uma imagem de uma via com uso de lâmpadas VSAP 100 W e a imagem 4 apresenta a mesma via agora com lâmpadas VM 80 W (será?)


Entretanto, de forma inadequada esse recurso é utilizado para comparar ruas com iluminação a LED e ruas com iluminação convencional (lâmpadas de descarga). Muitas vezes o fotógrafo acaba por super expor a imagem das vias com lâmpadas LED, produzindo uma imagem mais clara e nítida quando comparadas com as imagens produzidas por vias similares iluminadas com lâmpadas à descarga. As fotografias apresentadas a seguir comparam uma mesma via com lâmpadas LED e lâmpada a vapor de sódio. Nesse caso temos uma imagem produzida com o uso de uma abertura maior e a segunda com o uso de uma abertura menor, dando a sensação de maior escuridão (observe que na foto maior as janelas situadas à esquerda da foto também estão mais claras!).


Acredito no poder de informação e formação da mídia especializada, entretanto nosso mercado está apenas engatinhando, no tamanho e no conhecimento, tornando necessário, cada vez mais, uma visão crítica das belas imagens a nós apresentadas.

Assim caro leitor, desconfie sempre de imagens comparativas, tipo “Antes” e “Depois” muitas vezes elas podem estar distorcendo a realidade criando a ideia que uma solução é melhor que outra. Tenha sempre olhos críticos e prefira tirar conclusões a partir de sua própria experiência, ou a partir de valores medidos de forma adequada ante e depois, e não a partir de imagens e simulações apresentadas sob a ótica das máquinas (de retrato ou das simulações dos programas de edição de imagens).

João Gabriel P. Almeida é engenheiro de iluminação e Diretor do CEILUX – Centro de Excelência em Iluminação. e-mail: ceilux@ceilux.com.br

Os artigos assinados não expressam, necessariamente, a opinião da ABRASI. A publicação visa a estimular o debate de questões técnicas e institucionais que envolvem a iluminação urbana.

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